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Geração Z e o trabalho: relaxamento e fuga de tarefas estão se tornando comuns

01/04/25

Geração Z e o trabalho: relaxamento e fuga de tarefas estão se tornando comuns

A Geração Z (nascidos entre meados dos anos 1990 e início dos anos 2010) está revolucionando a relação com o mercado de trabalho. Diferente das gerações anteriores, esses jovens têm uma visão mais flexível sobre produtividade, equilibrando vida pessoal e profissional de maneira inovadora. No entanto, um estudo recente da PapersOwl aponta que essa flexibilidade pode envolver práticas questionáveis, como reduzir o tempo efetivo de trabalho e utilizar recursos da empresa para fins pessoais.

De acordo com a pesquisa, 95% dos entrevistados admitiram que se ausentam de suas atividades durante o expediente. Esse comportamento levanta questionamentos sobre os novos desafios do ambiente corporativo e como as empresas podem se adaptar para manter o engajamento e a produtividade dessa geração.

As principais práticas da Geração Z no trabalho

O estudo listou 15 formas de comportamento consideradas inadequadas no ambiente de trabalho, e a maioria dos entrevistados admitiu ter praticado pelo menos uma delas. Entre as mais comuns, destacam-se:

  1. Saída antecipada do trabalho

Cerca de 34% dos jovens afirmaram que costumam sair antes do horário sem aviso prévio.

  1. Faltar ao trabalho alegando doença

27% dos entrevistados admitiram usar essa justificativa para tirar um dia de folga, mesmo sem estar doentes.

  1. Chegar atrasado frequentemente

Pelo menos 20% dos entrevistados disseram que não se preocupam em chegar pontualmente, especialmente em trabalhos remotos.

  1. Demissão silenciosa (Quiet Quitting)

Outro comportamento comum é seguir a “lei do menor esforço”. O Quiet Quitting ocorre quando o profissional faz apenas o mínimo necessário para não ser demitido, sem buscar engajamento adicional.

  1. Uso de IA para concluir tarefas

Ferramentas como o ChatGPT e outras inteligências artificiais estão sendo utilizadas para otimizar (ou terceirizar) atividades, permitindo que os funcionários realizem menos esforço manual.

  1. Cochilos durante o teletrabalho

O home office proporcionou mais autonomia, mas também abriu espaço para práticas como tirar cochilos durante o expediente, admitido por cerca de 20% dos entrevistados.

  1. Uso de recursos da empresa para fins pessoais

Seja hardware, software ou mesmo o tempo de trabalho, muitos jovens estão utilizando ferramentas da empresa para desenvolver projetos pessoais ou freelas paralelos.

As razões por trás dessas práticas

A pesquisa indica que a Geração Z não realiza essas práticas apenas por conveniência, mas também como uma forma de protesto silencioso contra condições de trabalho que consideram inadequadas. Entre os principais motivos estão:

Salários baixos: 50% dos entrevistados disseram que um aumento salarial seria um forte motivador para trabalhar com mais dedicação.

Ambiente tóxico e falta de reconhecimento: Jovens profissionais buscam empresas que ofereçam mais apoio emocional e valorização.

Falta de propósito: Muitos profissionais da Geração Z desejam empregos que façam sentido para seus valores e crenças pessoais.

Excesso de controle e vigilância: Monitoramento de tela e verificações diárias são encaradas como medidas desnecessárias.

Como as empresas podem lidar com esse novo comportamento?

Em vez de aumentar a fiscalização e os mecanismos de controle, especialistas sugerem estratégias de gestão mais humanizadas e flexíveis. Algumas soluções incluem:

  1. Adotar sistemas de comunicação mais abertos

Manter um diálogo transparente e ouvir as necessidades dos funcionários pode melhorar o engajamento e a satisfação.

  1. Oferecer maior flexibilidade de horário

A possibilidade de ajustar a jornada de trabalho de acordo com as necessidades do profissional pode melhorar a produtividade.

  1. Criar uma cultura de reconhecimento

A Geração Z busca reconhecimento frequente. Empresas que implementam feedbacks regulares e programas de incentivo tendem a ter maior retenção de talentos.

  1. Revisar as condições salariais

A justiça salarial é um fator essencial para essa geração. Rever remunerações e oferecer benefícios adicionais pode fazer diferença.

  1. Criar programas de bem-estar

Oferecer apoio à saúde mental e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional pode reduzir o desgaste e aumentar a satisfação.

Considerações finais

A relação entre a Geração Z e o mercado de trabalho está mudando rapidamente. Enquanto muitos enxergam esses jovens como descompromissados, os dados sugerem que eles estão, na verdade, buscando condições mais justas e alinhadas com seus valores.

Para que empresas e profissionais prosperem juntos, é essencial encontrar um meio-termo entre flexibilidade, transparência e reconhecimento, criando um ambiente no qual todos se sintam motivados a contribuir.

A adaptação ao novo perfil dos trabalhadores pode ser um desafio, mas também é uma oportunidade de modernizar a gestão e aumentar a produtividade de maneira saudável e eficaz.

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